domingo, 31 de dezembro de 2017

"Lembro-me de às vezes Dormir nos Teus Olhos" de Eugénio Trigo




                                      amanhã começarás a inclinar a lua

                                      e a sentar-me no pôr do sol que se

                                      vê cair dos teus cabelos

                                                                                       Eugénio Trigo

"A Luz do Corpo" de Joaquim Monteiro



[…]

Ainda será possível escrever poemas de amor? Quem folhear a maioria dos livros publicados nas duas últimas décadas não deixará de reparar que as composições sobre o tema surgem marcadas pelo desencanto, o cinismo, a incomunicabilidade entre o eu e o outro. Tal poesia enfatiza a descrença nos afetos mais fundos e sublinha a irremediável fratura entre os amantes, como se não houvesse qualquer redenção ou entendimento possível.

[…]

Ler o volume que o leitor segura nas mãos assemelha-se a reencontrar um velho amigo, porque “A luz do corpo”, seguido de “O difícil ofício” se enraíza nos motivos e estilo a que Joaquim Monteiro nos habituou, ao longo de uma obra profícua e talentosa. Tematicamente, o título deste volume resume o espírito dos poemas aqui coligidos: a exaltação do amor erótico, numa atmosfera de “incontida alegria”, sem margem para a culpa, à maneira de Walt Whitman, Fernando Pessoa ou Eugénio de Andrade, entre outros nomes maiores das letras universais.

[…]

Se deixar de existir um espaço para a poesia de amor, um tema quintessencial, haverá futuro para a arte das letras? Numa entrevista ao suplemento Ípsilon, do jornal Público (2 de novembro de 2017), o romancista brasileiro Milton Hatoum lamenta que a literatura esteja a viver o seu “delicado crepúsculo” — e eu não poderia concordar mais. Implodimos na ignorância, na estupidez, no superficial. Sinais de uma época em que a velocidade substituiu a paciência; o imediatismo, o pensamento; a lassidão, o esforço. Nunca se falou e escreveu tanto — nas redes sociais e na blogosfera —, e paradoxalmente nunca se disse tão pouco. Babel cumpriu-se da forma mais retorcida: entendemo-nos, mas nada temos para comunicar. É altura de nos afastarmos do ruído para regressarmos ao essencial, que só o recolhimento proporciona; ao que apenas se segreda entre dois amantes; a tudo quanto cabe entre um verso e o leitor; à paixão eufórica pelo outro, que o talento de Monteiro agora nos oferece.
 
do prefácio de João de Mancelos

"Piedade uma Paixão em Gondramaz" de Clementina Matos




A perda de uma criança ao nascer, o achamento de um cachorro perdido no mato, a proliferação de castanheiros, a partilha e o ato de proteção associados ao nome de Martinho, criaram a imagem da alma que paira numa zona montanhosa do distrito de Coimbra.

Em 1928, algures no coração da serra da Lousã, a aldeia de Gondramaz registou no seio dos seus habitantes o nascimento de uma menina. Maria da Piedade cresceu feliz e acalentou durante a sua juventude o sonho de vir a ser mestra de crianças, mas a sua condição de serrana facultou-lhe apenas o apego à imagem da concertina que ela associava ao livro abrindo e fechando, nos dias de festa da aldeia.


Esta jovem teve uma paixão por Gonçalo, um rapagão que por ali apareceu um dia e com quem viria a casar. Viveu infeliz para sempre a partir desse momento. O homem, que entretanto se tinha tornado escultor de pedra mole, manteve-a semi-encarcerada e submetida com próprio consentimento, porque ela o temia e amava cegamente sempre com a esperança de um dia vir a ser estimada pelo marido.

A debandada geral dos habitantes da aldeia nos anos de 1960, para terras do Brasil, entregou o sítio ao esquecimento e à ruína em que o foi encontrar um casal de Leiria que por ali apareceu, depois de se ter perdido nos caminhos da serra dentro de um todo-o-terreno.

Apenas 7 pessoas ainda lá permaneciam, vivendo separadas da localidade mais próxima: Miranda do Corvo.

Aconteceu isto no final da década de 80.

E um processo de repovoação se iniciou. Eram agora os turistas, em busca do retorno às origens, à paz da montanha e ao silêncio das noites calmas, que ali reabilitavam os casebres de xisto e movimentavam as ruelas do sítio, aos fins de semana e em datas festivas.

A Maria da Piedade, agora velha e sofrida, conta a uma dessas turistas a história da aldeia do seu tempo, a alegria perdida, os sonhos e os pesadelos vividos.

Desvendam-se realidades tristes desconhecidas dos forasteiros que perspetivam a serra apenas do lado da beleza visível, o pitoresco sobrepondo-se à tragédia das vidas serranas.

Isadora vem do Porto, compra a sua casa de férias nessa aldeia e tenta salvar a Maria da Piedade de um fim de vida indigno, mas não chega a tempo.

E é em 2010, junto à campa da amiga, que uma jura dá lugar à ressurreição da alma da jovem serrana, a qual se transforma em lenda, para que não seja esquecida.

O seu casamento com a montanha e com os castanheiros que a viram nascer surge da sua capacidade de amor e de perdão, tornando-se imortal.

Nessa aldeia se vendem, ainda hoje, as estátuas toscas esculpidas em xisto, representando imagens que pretendem expressar o sentimento de paixão suprema. São as Pietà.

Clementina Matos 

"Emoções" de Maria Luz



[...]

Para quem ama a subjectividade das palavras e as imagens por elas criadas, depara-se com uma questão fulcral que será como que um salvo-conduto e que guiará os passos do caminhante ao longo de linhas e linhas prenhes de descobertas: "que tipo de obra é esta que eu tenho o prazer de ter entre mãos?", "Como poderei eu classificar este livro?", "Se eu tiver que transmitir a uma criança do que tratam e do que falam estes vocábulos, o que direi eu?".

Pois é! Poderia eu, então, dizer que estamos perante um livro de poesia, salpicado de pensamentos conscientemente soltos e prosa poética, sem regras, sem métrica, sem obrigatoriedade rimática (a exemplo da sua progenitora!), falando sonhos, contando esperanças, alimentando ilusões, respirando liberdade, mas apresentando também uma guerreira da vida que vai vestindo uma personalidade fortemente vincada, mostrando fome de viver e deixando sempre em aberto a ideia de que não há fim para a estrada que a autora, Maria Luz, tem desbravado!

[...]
do prefácio de Vitor Costeira

"Sensualidade 2" de Lúcia Ribeiro






           "Subo o pico da criatividade
           Encho o peito de emoções puras e frescas
           E deixo escorregar a palavra
           Numa descida vertiginosa
           Até se estatelar no "papel" que ora ledes."

          "Eu, EGO, me confesso"
                                                       Lúcia Ribeiro 




SensualIdade 2 é esse mesmo hausto de criatividade a que já nos habituou a poetisa no seu largo labor poético.

Ao saborearmos mais este trabalho da autora, a primeira impressão que nos invade é a torrente de sentimentos e de ânsias que perpassam pelo livro e que de alguma maneira são a expressão poética das emoções, energias e pulsões mais íntimas do ser humano.

A poesia é, por natureza, a expressão do eu e do seu mundo; é a capacidade de reelaborar, por palavras, os sonhos, ilusões e desilusões, certezas e contradições do sujeito poético. e é por isso que o leitor tem a sensação de que ao ler estes poemas está também a ler-se a si próprio, isto é, SensualIdade 2 pressente uma relação dialógica e cúmplice entre a autora e o leitor, como que fossemos levados com sedução pela mão da poetisa até à descoberta de nós mesmos.

Em SensualIdade 2 há uma grande exaltação dos sentidos em geral, do toque, do beijo, do abraço, das cócegas, do prazer, da paixão, da libido, dos olhares incandescentes ou dos lânguidos olhares, das carnes em labareda ou dos corpos braseiro, dos orgasmos inimagináveis, das monções de desejo / na carne, das emoções carnais, dos corpos fogosos…para sublinhar apenas algumas expressões metafóricas e hiperbolizadas que nos mostram o grito do desejo e a expressão poética do erotismo.

[...]
 
do prólogo de António Rocha




"Cristalidades" de Carlos Bondoso



[…]
Cada poema viaja em asas extensas, luzidias, pungentes, cristalinas, ligadas por símbolos irreverentes, opostos que se mesclam, casam e veiculam mensagens arrebatadoras. Descobrir a sua poesia é deambular pela extensa teia das múltiplas metáforas, pela musicalidade das palavras, pela densidade dos seus versos, na heterogeneidade da sua lírica.

Falar do poeta, é entrar num mundo etéreo, viajar por palavras revestidas de sentidos e estatutos distintos, é beber palavras, imagens, metáforas, é ter consciência do medo do abismo, é denunciar a saudade da inocência perdida, revelar um mundo desigual e dividido, é navegar num punhado de diamantes que projetam imagens, sonhos, personificados em pausas semânticas.

[…]

do prefácio de Lynda de Carvalho


"Correntes de Leste" de Vitor Oliveira


[…]

Estamos perante uma obra de espionagem bem ao estilo de Hollywood, onde a ação é a grande motivação para se virar a próxima página, o próximo capítulo.

Duarte oriundo do norte do país, com a família tradicional desta região dedicado aos negócios familiares, parte para a capital porque a sua ambição e os seus sonhos assim determinaram. Partiu; deixou para trás muitas emoções que voltarão…assim é o destino! Um encontro de toda a conjugação de tempos: passado, presente e futuro.

Trabalha com sucesso numa empresa de cafés, solteiro, apresentável e não deixa fugir um “rabo de saia”… a masculinidade no seu esplendor! Apesar de tudo vive a tranquilidade dos dias e a emoção de cada dia como se fosse o último.

De uma dia para o outro encontra um olhar que não esquece; Katya… uma mulher do Leste, arrebatadora, a feminilidade ao rubro, um aroma intenso, entusiasmante… Como deixar fugir esta fonte de prazer? Ah, mas o prazer nem sempre é isso; algumas vezes quem fica preso é o coração. Um encontro inesperado, uma noite de glamour e romance que prometia muito mais que isso…
 A morte precoce da cunhada faz com que após essa noite Duarte volte às origens… de frente com o passado! Continuar, em frente o imperativo que o move… regressa e a sua vida não volta a ser a mesma. A morte do porteiro, simpático e prestável é o início de outra realidade.
A empresa de café conheça a sua expansão para fora de Portugal e a Ucrânia é um dos destinos que Duarte tem que visitar em trabalho algumas vezes. Oleh Shubalei um amigo que o espera a cada ida a este local, também ele do ramo do café…

De um dia para o outro Duarte depara-se com a mistura da realidade com a ficção…quem o rodeia não é quem diz ser…Katya a jovem ucraniana que trabalha na embaixada, a mulher que não consegue esquecer…será ela também isto, ou será mais? Envolto de tantas incertezas até ele; o eterno otimista começa por perder a esperança. A prisão na Ucrânia por algo que não sabe como nem porquê…um julgamento bem ao estilo de estados pouco democráticos, meses de pânico…

Como tudo isto se pode resolver? Se de um lado há os ucranianos do outros os russos numa separação que não é fácil nem legitima…o estado de ambos os países em mutação… corrupção…armas, euros e poder…tudo isto, num jogo perigoso que envolve o estado de ambos os países.

Na prisão onde o ambiente é de grupos e de corrompimento ao nível prisional, não deixa de aparecer alguém “amigo”: Charles…quem é este novo amigo?

Em todo o enredo de espionagem só no final se descobre quem é quem num “jogo” duvidoso onde quase ninguém sabe quem é o outro… apesar de acharem que se conhecem!

[…]
Do prefácio de Ana Coelho

"Marinhais" de F. Pereira Rodrigues



Conheci Francisco Pereira Rodrigues nos finais de mil novecentos e cinquenta e oito, numa festa de Natal, realizada numa das salas da Escola Primária.

Eu tinha “aterrado” em Marinhais há cerca de três meses para preencher o lugar de professora deixado vago pelo professor Mota de saudosa memória.

Em conversa com Pereira Rodrigues, concluímos que tínhamos algo em comum: a ambição de contribuir para o desenvolvimento de Marinhais, uma aldeia marcada pelo “labor insano” dos seus habitantes na atividade rural agrícola. Todos os Marinhalenses sonhavam e lutavam por uma melhoria de vida em várias vertentes: nível económico, social, cultural…

Pusemos mãos à obra e o sonho foi-se tornando realidade.

Importa destacar o contributo do nosso amigo Pereira Rodrigues, neste dia, em que todos lhe prestamos esta merecida homenagem.

Em Março de 1961, surgiu um primeiro livro com cerca de duzentas e sessenta páginas, contendo reportagens de jornais diários e semanários onde são relatados eventos não só alusivos a Marinhais, mas também às zonas limítrofes.

Uma grande parte desses relatos são de autoria de Pereira Rodrigues; outros, porém, são de amigos que, com ele, colaboraram. Destaco a participação de Hugo Rodrigues, exímio na arte de bem escrever.

Para quebrar a monotonia da narrativa, (diga-se muito cuidada), Pereira Rodrigues teve o cuidado de ilustrar muitos temas com fotografias; de publicar poemas da sua autoria que muito valorizavam a obra. Ele era um poeta onde a métrica, a rima e o ritmo funcionavam na perfeição.

Nos vários itens apresentados no primeiro volume, merecem destaque as notícias sobre a origem de Marinhais, o relato dos trabalhos agrícolas, as festas desportivas, os usos e costumes dos mais idosos, os melhoramentos que se iam concretizando, as festas religiosas, a homenagem a quantos iam partindo para a outra vida e tinham lutado pela valorização do seu torrão natal.

Concluído o primeiro volume, o entusiasmo não esmoreceu. Pereira Rodrigues quis dar continuidade à sua obra.

Com a mesma dedicação e espírito empreendedor, iniciou o segundo volume onde deu particular destaque ao comércio local e ao seu desenvolvimento, às festas populares, aos novos empreendimentos; numa palavra, ao esforço de quantos lutaram por uma melhor qualidade de vida de todos os Marinhalenses.

Pereira Rodrigues tudo fez com arte, com sabedoria, com “o orgulho de ser ribatejano” como nos diz no belo soneto da página 175, 1.º volume (actual página 91), intitulado Ribatejo. Pereira Rodrigues quis, com este árduo e persistente trabalho, legar à posteridade um conjunto de informações precisas sobre o passado longínquo de Marinhais que servem de alicerce àquilo que todos usufruímos: uma vida acolhedora, pacifica, atraente, onde a qualidade de vida é uma mais valia que atrai muitas pessoas da cidade e os entusiasma a adquirir uma segunda habitação para férias e/ou fins de semana.

Francisco Pereira Rodrigues faz parte de um daqueles anónimos a quem Camões se refere no sumário do seu poema épico: “Aqueles que por obras valorosas / se vão da lei da morte libertando / cantando espalharei por toda a parte”.

Sim, Francisco Pereira Rodrigues partiu para junto do pai, mas não cairá no esquecimento de todos quantos beneficiam do seu trabalho, do seu testemunho, da sua capacidade de entregar e, acima de tudo, do seu amor à terra que o viu nascer.

Este é o nosso gesto de gratidão! Esta é a nossa homenagem!

Antes de terminar, manifesto o meu louvor e o meu aplauso a quem teve a iniciativa desta publicação.

Exorto a que se dê continuidade à publicação de outros trabalhos e / ou testemunhos que andam por aí dispersos e que podem contribuir para alargar o nível cultural desta parcela ribatejana que muito dignifica os seus habitantes.

Maria da Luz Barreira


"Açores Meus Segredos Meus Amores" de Joel Lira



[…]
“O homem sonha e a obra nasce” é o epíteto que melhor serve o espírito deste livro de poesia de Joel Lira, organizado em dois momentos distintos: uma primeira parte dedicada aos Açores e a outra habitada por poemas de carácter mais intimista.
[…]
Sendo este poeta um homem apaixonado pela vida, amante das coisas belas, encontramos na sua escrita, aguçada pela mestria de tanto viver, a polissemia do verbo e o passo cadenciado das emoções. Nesta obra, repleta de paixões, de amores e desamores, de momentos de felicidade e desencontros, procura-se a essência humana, atormentada pelo muito sentir e desejosa da tranquilidade e da paz do devir.
[…]
Do prefácio de Graça Castanho                    
Docente da Universidade dos Açores                

"Teia de Poesia" de Manuel Marques Francisco




[…]
Teia tecida com finos fios de rara sensibilidade entrelaçados com harmonia. Fina renda enfeitada de pérolas de amor e amizade, formadas num coração generoso que tem a capacidade de vislumbrar a cada momento, em cada pormenor, a beleza, a emoção, o encantamento de tudo o que o rodeia e transformá-lo em poesia.
Poesia popular, sim, porque o Manuel é um poeta popular autêntico que vê o mundo com os olhos do coração, e no momento consegue descrever tudo o que vê e o que sente por palavras suas, do seu dia a dia, sem precisar de palavras “caras” para transmitir com sinceridade e singeleza aquilo que lhe vai na alma e no coração. A bondade e a amizade estão sempre presentes em tudo o que escreve. Dá sempre muito valor à família e aos amigos, que ele muito preza.
[…]

Do prefácio de Alice Calçada


"Campeão do ping-pong" de Vitor Morais






Em vez de me perguntarem como é estar nos Jogos Olímpicos, façam como o Vasquinho, sejam ambiciosos e acreditem que também vocês poderão lá chegar e, se isso acontecer, farão parte de um grupo privilegiado que não consegue explicar o que lá se sente, mas que nos marca para sempre.

Esta emocionante história é a prova de que o esforço é recompensado, o infrator apanhado e que querer é poder!

Nos trilhos da verdade, sê audaz, trabalha e conquistarás os teus sonhos!

Tiago Apolónia              
(Atleta Olímpico de Ténis de Mesa)

sábado, 10 de junho de 2017

"Passeios de Metro em Lisboa" "Metro Tours of Lisbon" – Joseph C. Abdo



Este livro informa-o de como usar o Metro para visitar Lisboa. Viajar de Metro é a maneira mais rápida de se deslocar em Lisboa e pode usá-lo para viajar rapidamente para as estações perto de locais de interesse. Em cada estação pode ir ao exterior, visitar o local, tirar fotos e descer para viajar até à próxima estação.
 O Metro está ligado às principais estações de comboio e barco, permitindo visitar locais de interesse turístico nos arredores, por exemplo: Cascais, Sintra, Margem Sul, etc. Muitos hotéis em Lisboa estão perto de estações do Metro. Este livro descreve os pontos turísticos ao longo de cada rota do Metro, bem como as áreas e pontos de interesse próximos das estações.


This book focusses on how to tour Lisbon using the Metro underground system. No, you do not need a periscope. The Metro connects to the major train and ferry stations in Lisbon and is convenient to many of Lisbon’s hotels. Traveling by Metro is the fastest way to get around Lisbon and you can use it to travel quickly to stations near places of interest. At each station you can go up to the outside, visit the area, take pictures and descend to travel to the next station.

This book describes what sights are along each Metro route, as well as the areas and points of interest near the stations.


"Amantes da Poesia" Colectânea de Poesia Volume II



[…] Acreditemos que o que agora aqui deixamos escrito, nesta Colectânea de Poemas, de Poetas e de Amigos, neste sagrado relicário que nos abriga e onde nos sentimos mais fortes, poderá servir de conforto e ponto de partida para tantos leitores! E como é que tudo se inicia? Como é que é possível juntar um tão grande conjunto de brilhantes autores? É exactamente aqui, no nosso Grupo de Poesia que reúne perto de 14000 membros e ao qual lhe foi dado o não menos doce nome de “Amantes da Poesia”, que tudo começa! […]
do prefácio de Vitor Costeira 

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

"Solar de Poetas" Colectânea de Poesia II




Há precisamente três anos, a anteceder a apresentação do 1.º volume da Antologia do Solar de Poetas, José Sepúlveda, em “Poetas, Cantai”, deliciava-nos e deixava o mote: 
Juntaram-se poetas no Solar
No alvorecer da nossa Antologia
Cruzaram-se palavras pelo ar
E de repente… nasce a poesia
(…)
Os poetas mantiveram-se juntos, em torno do Solar de Poetas, a que se foram juntando mais… e mais amantes da poesia.
Com enorme abnegação da administração de Solar de Poetas, surge agora o 2.º volume, contando com a participação de cerca de noventa poetisas e poetas, maioritariamente de Portugal, mas também de outras paragens, algumas delas longínquas, mas sempre irmanados na poesia.
[…]
Disse o imortal Olavo Bilac (considerado o “príncipe dos poetas brasileiros”): Há quem me julgue perdido porque ando a ouvir estrelas; mas só quem ama tem ouvidos para ouvi-las e entendê-las.
Que se mantenha sempre vivo, entre nós, o sentir poético, a fraternidade e o amor, para preenchermos inúmeras páginas em branco, contribuirmos para a desejada mudança – a começar pelo próprio – e vivenciarmos o prazer de “ouvir estrelas”.

do prefácio de Jorge Nuno

"O Tempo e o Verso" de José Gabriel Duarte



[…]
José Gabriel Duarte, tem-nos surpreendido sempre pela positiva, quer no carácter humanista – que reconheço e testemunho – quer na assunção da palavra em verso.
[…]

Poeta incisivo, José Gabriel Duarte, exige a si próprio a rotura ante as grilhetas das margens-rio, e navega em linha recta – não fora ele marinheiro – no leito das suas palavras.

do prefácio de Francisco Valverde Arsénio



quarta-feira, 23 de novembro de 2016

"Elos Poéticos" de Misael Alves Martins | Maria da Conceição Ferreira | Maria José dos Santos Leite




[…]
Neste livro de laços, elos na vida, tenho a felicidade de ter por amigo o adolescente de mente, alma e carácter tão ricos, o Misael Alves Martins. Sua mente brilhante, sua paixão pela leitura, escrita e em todo o bom saber cultural, político e social é uma porta aberta para um futuro que certamente vai deliciar e surpreender a sociedade cultural portuguesa e lusófona. Tenho também a alegria e felicidade do Misael ser membro da Associação do Idioma e Culturas em Português-AICEM sendo um membro activo, dedicado, enriquecendo esta associação da qual sou sócio fundadora e Presidente da Direcção.

Maria da Conceição Ferreira outra amiga que participa neste livro, pois sua alma de mulher bem portuguesa está cheia de poesia que merece ser partilhada e entra em “Elos Poéticos” com sua poesia pura, espontânea e rica em sentir e cor. Esta amiga é também membro da AICEM.

À Editora Modocromia obrigada por todo o apoio, todo o carinho com que recebem os autores e toda a qualidade com que nos primam.

A Misael Alves Martins e a Maria da Conceição Ferreira, muito obrigada por me permitirem este fazer acontecer poesia em vossas vidas, e por me darem a honra de vos trazer para o Mundo da poesia e depois ganharem asas para voar. Muitas e muitas felicidades neste mundo da poesia, deliciem-se a escrever cada vez mais e mais poesia. Que todos os anjos de Luz e musas vos inspirem sempre e alimentem vossas mentes e almas poéticas para presentearem o público que espera vossa poesia.


do prefácio de Maria José dos Santos Leite


"Beija-me onde as Flores possam Flutuar" de Eugénio Trigo






o mar lembra-te que às vezes é esse 

piano assumido entre o Mondrian do 

nosso quarto e a flor que fará um dia

parte dos teus lábios




Eugénio Trigo

"Um Pássaro Antigo nos Olhos" de Alice Duarte





Conhecemos sempre, nos nossos círculos de relações, aquelas pessoas que se conformam com a vida. Mas também temos aquelas outras, poucas, que nunca deixam de voar ou, porfiadamente, de o tentar.
Talvez esse voo não nos seja imediatamente óbvio ou gritante, mas a verdade é que, em momentos dessa nossa vida, nos surpreendemos com o quanto elas nos inspiram ou motivam. São, enfim, o súbito lampejo do farol que buscávamos por entre alguma neblina mais cerrada dos dias.

[…]

Para mim, vem já de alguma distância vivida este conhecer a Alice Duarte, enquanto procriadora de um universo tão humano em forma de poemas e que sinto estranhamente muito próximos. Tão próximos esses poemas quanto inteligíveis, nunca sendo, entretanto, fáceis, o que nos transporta ao desafio inevitável da procura do «outro» em cada abordagem de cada poema e, assim, também descobrirmos algo de nós próprios de que estávamos desatentos.

[…]

E se concordarmos que uma das atribuições fundamentais do exercício poético é o despertar emoções, ah, então aí a obra criada, neste domínio, pela Alice é uma torrente impetuosa na invernia em que, de súbito, se transformou o ainda há pouco recatado e remansoso regato.

[…]

Em boa hora, então, a Alice Duarte decidiu recolher a sua obra dispersa e deixá-la ao nosso acesso. Para nosso proveito, como vos será, estou certo, bastante evidente.

E se um livro de poemas pode até ser de leitura aleatória, uma coisa vos confesso da minha passagem pelos poemas da Alice Duarte: no final de cada um, de leitura em alta voz e ponderadas as palavras, não pude deixar de sentir acender-se-me no peito o sol de uma vela, sem som de gemidos…

do prefácio (I) de Jorge Castro



[…]

Para quem gosta de poesia e se atreve ao prazer íntimo de ser capaz de a fixar a ela, poesia, (que por aí anda livremente, sem autorização ou propriedade seja de quem for), num corpo de escrita é sempre um sentimento de enorme gratificação assistir ao nascimento de um novo livro de poemas e à revelação de uma talentosa poetisa.

[…]


Desde logo o título – “Um Pássaro Antigo nos Olhos” – que nos remete para o voo livre da poesia – “Poesia Liberdade Livre” de que fala o poeta António Ramos Rosa – sem outro limite que não seja o olhar da poetisa sobre o mundo e as coisas. E os seus próprios sentimentos.

[…]

Noutro plano, – ou seja, a poesia enquanto lugar de celebração do “corpo mítico” do amor – este primeiro livro de Alice Duarte, “Um pássaro Antigo nos Olhos”, além de ir fundo na percepção da natureza dos sentimentos amorosos é expressão de uma simplicidade e autenticidade surpreendentes.

[…]

Neste e outros poemas a ilustração de uma “escrita no feminino”, na melhor concepção do adjectivo “feminino”, estruturada, sensível e generosa, que dignifica a autora e a admirável essência da vida, que a verdadeira poesia, em última instância, sempre visa.
Parabéns à Autora. E parabéns à Modocromia que revelou mais uma talentosa poetisa – Alice Duarte.

do prefácio (II) de Manuel Veiga

"Nuances Outonais" de Amy Dine



[…] 
Esta obra singulariza-se pelo espírito de humanidade, de família e de confiança pela fé e pela perseverança. O ser humano de fé e a poetisa visionária convergem aqui numa perspectiva espiritual, sendo possível distinguir dois planos: o terreno (que nos agarra humanizando-nos) e o da transcendência (que nos liberta elevando-nos). A obra da Amy revela uma propensão para o transcendente, na forma de encarar a poeticidade. Não são raras as vezes em que os seus poemas aludem a momentos de devoção verdadeiramente contagiantes pela grandeza que encerram […]

Aqui e ali, as palavras ganham força e acidez. É então que a poetisa se insurge contra os falsos amigos, os dissimulados, a guerra feroz inaceitável e ladra de homens.
Para finalizar, e tendo em conta o fascínio pela poesia, estendemos o manto diáfano da nossa sensibilidade, deixando ao leitor o cuidado de levantar uma ponta e deixar-se envolver confiadamente, na procura de um lugar desanuviado e limpo como o olhar da Amy.

do prefácio de Maria Aida Araújo Duarte

"Para Além do Silêncio da Noite" de Vitor Tomás



Li e reli este “para Além do Silêncio da Noite” e, ao contrário do que é habitual na maioria dos “prefácios”, felizmente que não encontrei nenhum destes grandes poetas.
O que eu encontrei foram: os sonhos, os lugares, os medos, as saudades, os sorrisos, as lágrimas, as memórias, os afectos, muita musicalidade, e também encontrei os silêncios gritados nas “palavras em sussurro” e revi-me (confesso) em várias imagens deste livro.
Eu, de poesia, muito pouco percebo, dela atrai-me o ritmo dos versos, que a nós dizedores/declamadores, quase nos põe a cantar, o que é o caso da poesia do Vitor Tomás, tal o ritmo que os seus versos nos oferecem. Depois deixo-me levar pelos afectos e emoções que os poemas nos transmitem. E este livro dá-nos imensas.

do prefácio – Da Razão para um Não Prefácio – de Eduardo Roseira

"Os Colares de Maria Antonieta" de Lara Agreiro e ilustração de Ana Amaro





“A minha querida Lara, muito cedo revelou o seu talento de escritora... A sua criatividade para a escrita manifestou-se no jardim de infância, foi uma honra assistir a este despertar… Parabéns querida Lara, este é apenas o primeiro de muitos livros que vais escrever…! Beijo enorme.”
 A Educadora Felícia

“A Lara pertenceu à mesma turma durante quatro anos, o primeiro ciclo ocorreu entre os anos 2012 e 2016. Evidenciou interesse e motivação por novas aprendizagens, foi sempre uma aluna muito educada e respeitadora. Desde o 1º ano de escolaridade apresentou uma grande aptidão para a escrita, muito no início, as histórias que queria contar (apresentadas em formato de livro) eram expostas sobre a forma de desenho. Com o passar do tempo e à medida que foi desenvolvendo a técnica da leitura e da escrita, as mesmas começaram a aparecer de uma forma diferente, pois, a menina revelava uma grande curiosidade pela escrita que foi sempre muito apoiada pela professora e pelos pais (familiares). Ao escrever as suas histórias verificou-se que a Lara é possuidora de uma grande capacidade inventiva.
No contexto sala de aula, a disciplina de Português foi sempre a sua preferida, nomeadamente a escrita de textos, contudo, transitou ao 5º ano com a menção de Muito Bom nas principais áreas curriculares.”
 A Professora, Carla Martins
A autora, Lara Agreiro, tem 10 anos de idade

"Pontas Soltas" de Manuel Marques Francisco





Em “Pontas Soltas”, Manuel Francisco, através da poesia, regressa às suas origens, aos locais que o viram nascer, assim como aos seus antepassados: Porto Velho e Formigais.

[…]

Nos seus versos populares, focando temas, hábitos, lugares e a sua paixão pela família e pelos amigos, leva-nos ao passado através do seu fascínio pela natureza. O seu dom da descoberta, transporta-nos a um Portugal interior, cheio de beleza e magia, onde o leitor redescobre valores que fazem parte da sua própria identidade.

[…]

do prefácio de Maria Esther

"de Pé Olho a Vida" de Alfredo Paiva Nogueira



[…]

Paiva Nogueira fez a sua formação na escola e na vida: desde as primeiras letras e a vivência em meio rural, passando pelo estudo da cultura clássica, da filosofia, da psicologia, pela vida urbana e pelo desempenho como militar e como psicólogo clínico, tudo contribuiu para uma cultura diversificada e uma personalidade profundamente humanista, manifestando inquietações face a problemas como a fome e a guerra, e buscando respostas sobre questões mais transcendentais como o sentido da vida, a morte, o além.

De tudo isto fala a poesia do autor e fala também muito de amor, num estilo próprio, não enquadrável em qualquer corrente literária, mas expressando-se umas vezes em formas clássicas outras em versos brancos, ora cultivando o lirismo ora adoptando claramente o modernismo, seja em versos de gosto popular seja outros de exigência erudita.
 Na primeira parte, constituída por 15 poemas, sob o tema “A Poesia Acontece?”, o autor diz-nos que a poesia é algo de eticamente bom, por vezes com sentido lúdico, que é uma “dimensão do humano existir” e que o poeta é “um viajante em transcendência”. Depois do belo poema “Os Meus Pardais”, referência ambiental do poeta, há vários outros com sentido optimista e alguns de tipo moralista.
 A segunda parte é sobre o Amor, constituída por 18 poemas em que há lirismo, há sedução, há sensualidade… Por vezes pode parecer que não se passa de abstracções, de amor platónico, mas em outros poemas nota-se a filiação em experiências concretas, como é o caso do delicioso “Jantar Dançante” e também de “Arco-Íris”, que termina com uma simbologia gráfica digna de saborosas anedotas. No último poema deste grupo o termo amar tem significado mais lato do que nos restantes, estando mais próximo de solidariedade e altruísmo, como é natural numa alma sensível e humanista.
 No grupo seguinte, sob o título “Feliz o que Pôde Conhecer as Causas das Coisas” (10 poemas) abordam-se temas e colocam-se interrogações sobre o Além. É o espanto sobre a vida e o que está para além dela. Já Aristóteles dizia que o espanto foi o que levou o homem a filosofar, a colocar perguntas. Uns encontram respostas na religião, outros continuam a procurar, outros desistem… Paiva Nogueira não é de desistir: tal como Schopenauer, que era um pessimista mas também era um filósofo da vontade, ele sabe que há um caminho. Termos e expressões como desvendar, buscar, procurar, angústia, “incerteza a vaguear”, “habitar uma ilusão”, “um olhar de além/rasgou o silêncio” são naturais e prenunciam a escolha do misticismo, que tem expressão no poema “Presença Ímpar” através do verso (repetido) “Já Te conheço e não sei quem és!”
Segue-se um conjunto de 9 poemas, integrados no tema “Todas as Coisas Mudam e Nós Mudamos com Elas”, ora incidindo no lado filosófico – por exemplo em “Meu Drama é Ser”, reflexão de tipo existencialista – ora apelando ao divino, mas num enquadramento de claro domínio da vontade: o primeiro poema afirma “De Pé Olho a Vida” e o último aponta o “Caminho”, fazendo lembrar uma conhecida poesia de José Régio que diz “não vou por aí”.
 “A Morte é uma Lei Universal” (10 poemas), é capítulo sobre uma temática em que toda a gente pensa. Não há vida sem morte. O poeta chega a questionar se a vida será um dom, mas ele próprio parece dar resposta em “No Ocaso da Minha Travessia”. Além de vários outros poemas, há uma brincadeira séria em “Os Carnívoros” e também homenagem a seus falecidos pais.
O livro termina com dois “Outros” poemas intitulados “Lição de Filosofia”, e “Missão de Padre”, que constituem lembrança de um passado em que fez parte importante da sua formação.

Sendo embora a leitura de qualquer texto um acto de adesão e participação individual e a sua interpretação de carácter subjectivo, espero que o leitor concorde comigo em algumas das notas que aqui lhe deixei e sobretudo que goste tanto como eu gostei da poesia de Paiva Nogueira.

do prefácio de Manuel R. Baltasar

"Chá de Tília" de Maria Luz



“ Chá de Tília” não é um livro sobre tisanas, chás quentes ou gelados, tão pouco chás para emagrecer ou adormecer.
Então porquê Chá de Tília?

O nome surgiu porque gosto de chá e uma chávena de chá tomada só ou acompanhada convida a saborear momentos, memórias, intimidades.
E foi bebendo uma chávena de chá remexendo a velha caixa de recordações que encontrei muitas folhas escondidas.
E digo escondidas por terem ficado algum tempo dentro da caixa. Essas folhas são frases que ficaram soltas sem nenhuma conclusão. Foram escritas há tempos atrás e não tiveram qualquer destino.
E no meu “tesouro” descobri que havia alguma coisa de diferente. Era estranho o que estava escrito.
Algo de mim meio desencontrado, meio solto no ar. Viajei assim ao meu encontro e do meu passado.
Esse reencontro comigo fez-me entender a forma como o tinha escrito e porque o tinha escrito.
Se não houvesse esse reencontro continuaria apenas a ver as palavras desencontradas, no entanto verdadeiras.
Hoje não me vejo de todo como nesse tempo. Pude juntar e até mesmo cortar excessos, reformulando algumas poesias e isso deu-me um prazer enorme, sem dúvida maior que no tempo em que as escrevi.
Isso é o que acontece nas nossas vidas, coisas que esquecemos e guardamos. Um dia vamos buscá-las enquanto bebemos uma chávena de chá.

do prefácio de Maria Luz

"Os Cavalos Terapeutas" de Nathalie Durel


 

O mais antigo testemunho sobre a domesticação do 
cavalo remete-nos a 4000 anos a.C., durante séculos, os equinos foram os nossos fiéis parceiros nas guerras, nas viagens, na agricultura e podemos dizer que, sem sombra de dúvida, nos ajudaram a construir o mundo moderno. Atualmente, foram substituídos pelos motores dos nossos veículos e parece que não lhes resta mais para brilhar que o mundo equestre.

E se os equinos tivessem ainda muito para nos dar numa área ainda pouco divulgada? O mundo das terapias, do desenvolvimento pessoal e da conexão entre espécies. Todas as pessoas que estiveram em contacto com cavalos dizem que esse contacto ocasionou nelas uma mudança. 
No entanto ninguém sabe dizer exatamente como isso aconteceu.

Neste Livro Nathalie Durel conta-nos, através da sua jornada existencial com os seus cavalos, de que forma os equinos podem tornar-se poderosos guias para a nossa transformação.

Esta obra leva-nos numa extraordinária viagem pelo mundo dos equinos desde o início dos tempos até aos dias de hoje, tentando explicar numa visão holística todas as formas de intervenção terapêutica existentes com a ajuda desses seres maravilhosos.

Também salienta a dívida que a nossa civilização tem em relação a eles e a importância de mudarmos a nossa maneira de os tratar, que passa pelo respeito da sua verdadeira essência. 

terça-feira, 13 de setembro de 2016

"Retratos Sem Pele" de Teresa Da Silva




A Pintura de Teresa da Silva é feita de pele e de raízes. Isto é: impõe-se-nos aos olhos suave, translúcida, num primeiro plano visível, percetível, palpável; para depois, deslizando muito para lá da evidência, viajar através de artérias e veias ocultas – só tangíveis à sensibilidade dos que sabem decifrar mapas das estradas de sentimentos e emoções – e nos transportar até ao que de mais iniciático, elementar e terreno há em nós: as raízes.

[…]

A Poesia de Teresa da Silva é a carne que dá Corpo à sua Arte; é o que une isto tudo, raízes e pele; é o que faz dela, afinal, a Artista-Completa que é. Só lendo a sua Poesia, na queda contemplação de um ou vários dos seus quadros, se percebe o caminho, se descobre afinal quem são as criaturas etéreas e de que modo ela própria simultaneamente se projeta e encerra nelas, embora continuamente a libertar-se, ora sob a forma de uma ave, ora assumindo o aspeto cândido de um pequeno ser em gestação.

[…]
do prefácio de António Manuel dos Santos

"Sinfonia de Amores" de Ilda Pinto Almeida




[…]
 Da família ao universo religioso, da sua Lafões natal ao Portugal tão próximo, mas tantas vezes tão distante, dos percalços de uma vida onde a aventura, o prazer e, a vontade de fazer a diferença estão sempre presentes, do dom da descoberta ao fascínio da poesia, esta obra provoca cascatas de sentimentos que levam o leitor a procurar o próximo trecho, num movimento que alia a espiritualidade ao fascínio de continuar a leitura e redescobrir afinal valores que fazem parte da nossa própria identidade.
 […]
 “Sinfonia de Amores” já começa a cunhar, essa marca está qual pedra filosofal “em constante movimento”. Dia a dia manuseio a obra e encontro mais uma marca que me leva ao encontro dessa sintonia linda que se chama “AMOR”.
E a cada verso adiciono mais um, qual vício petulante. Amor de diferentes interpretações, mas toda ela cheia de emoções e onde nem sequer falta a nossa Ferry Street – essa rua “que também é minha por destino”.

Uma obra genuína e sentida, onde os amores se encontram, onde os sentimentos fluem em suspiros, desejos e sensações.
Por fim uma referência ao título. “Sinfonia de Amores” é um título aventuroso, arriscado mas ditoso, porque representa a verdadeira essência de uma obra que nos leva aos corredores da vida, onde o amor encontra paralelo com tantos outros sentimentos, mas que devido a uma boa dose de perseverança e pensamento positivo acaba sempre por prevalecer.
 […]
do prefácio de Ricardo Durães

sábado, 2 de julho de 2016

"Palavras de Cristal" Colectânea de Poesia - Volume IV



Pelo quarto ano consecutivo a colectânea de poesia Palavras de Cristal é publicada, mantendo o propósito que a tem orientado desde o início: criar um espaço de partilha e divulgação da poesia e, como escreveu Dimingos Lobo na introdução ao I volume (2013): Esta colectânea, o que a sua génese prefigura, traz-nos de regresso ao tempo das solidariedades partilhadas, de uma capacidade, que parecia perdida, de juntarmos num mesmo espaço físico, este livro, modos de dizer, testemunhos do fogo, ritmos, sons e imagens diversas. Ou seja, como escreveu Isidore Ducasse: “A poesia deve ser feita por todos”.
Esperamos alcançar com este IV volume o sucesso dos anteriores, levando até aos leitores a poesia de oitenta autores que participam nesta obra. Como escreve António J. Oliveira no prefácio: Estas Palavras de Cristal que segredos não querem guardar são a prova da simbiose perfeita entre o Poeta e a sua ferramenta de trabalho, ou seja, a Poesia na sua vera ascensão da palavra, sem qualquer muro de permeio construído sobre a terra que dilacere vidas, afetos / por desígnios secretos / dos muros só sei dizer / que leve o tempo que levar / o sonho e a força humana / sempre os irão derrubar…

"O Outro Lado do Silêncio" de Gilberto Bandeira



(…) “O OUTRO LADO DO SILÊNCIO”, leva-nos à essência da autêntica simbiose dos sentidos que emolduram passagens de um caminho sinuoso, vencido com luta, de sonhos que correm nas águas do rio e onde as gaivotas se aferram no amanhecer da primavera.

Antonieta Barros

terça-feira, 12 de abril de 2016

"Quando For Grande Quero Ser…" de Vitor Morais, ilustrado por pascalqb



Todas as crianças e adolescentes se interrogam sobre o que serão quando chegarem à idade adulta! As respostas vão mudando ao longo do tempo. Príncipes e princesas, médicos e bombeiros, professores e educadores, veterinários e artistas de rock, atores e cozinheiros, bailarinas e advogados… as possibilidades são muitas, muitas...

quarta-feira, 9 de março de 2016

"Voos Picados" de CarlosBondoso




O livro de poesia de Carlos Bondoso “Voos Picados”, conforme o próprio título indica, eleva as palavras ao expoente máximo de sequências imagéticas num movimento etéreo balizado entre o sofrimento, o amor, o sonho, a injustiça e a esperança. […]

[…] Não se trata de um voo passivo, mas de uma viagem agitada, onde a manifestação linguística “galga a dimensão do pensamento”, impugna, contesta e mescla-se em várias frentes, animadas em planos horizontais e verticais para apreender a verdade escondida “no ventre da noite”, questionar e denunciar “a miséria que apaga a luz da alma”.

[…]
Voos Picados é uma composição poética, um espaço onde a linguagem verbal surge de forma a veicular a ideia de que os obstáculos podem ser transpostos, pois o ambiente não é estagnado, mas antes está em movimento, pois adquire um envolvimento ético, no sentido de prevenir, de denunciar, de depositar a esperança na humanidade. […]

[…] Há uma constante procura de cristalizar sentimentos, relações humanas, vivências individuais e coletivas, uma busca incansável de uma solução para um mundo que parece desfazer-se em cada estrofe e, no entanto, na seguinte, espreita uma luz ténue, de esperança.


Lynda Carvalho


"Dizer Mais Longe" | "Furthermore" de Carlos Feio





Sobre o autor Carlos Francisco Peres Feio

O que interessa

Ganha o 1.º prémio a dizer poesia de Fernando Pessoa, com a idade de 11 anos, em 1955.
Começa a escrever poesia e a publicá-la em jornal, em 1970.
Inicia a publicação na "internet – rede internacional de computadores", em 2000.
Na rádio portuguesa a sua poesia circula desde 2004.
A sua poesia é publicada pela primeira vez em livro em 2006

Este é o seu quarto livro a solo – em antologias, tem dezenas de participações

"Com Alma e Coração" de Manuel Marques Francisco




O poeta incessante na sua criatividade presenteia-nos com uma nova obra na esteira das anteriores mas com o mesmo fulgor e criatividade a que já nos habituou.
[…] reflete sobre a sua vivência atual e acontecimentos relevantes a nível local, nacional e internacional.
Nesta amálgama de temáticas ressalta, sempre, a clareza e fluidez dos versos que se entrelaçam facilmente para construir a mensagem do autor. […]
Ana Pessoa


“Com Alma e Coração” – Título forte mas que tão bem descreve o autor.
[…] A receita para o sucesso é a paixão pela escrita e pelas gentes da terra. É isso que torna os seus trabalhos fascinantes e este livro é só mais uma prova.
Cristina Laudácias Almeida


Conhecer Manuel Francisco, é o que este livro possibilita. Apesar de o conhecer há já alguns anos descobri a sua sensibilidade ao longo deste livro, descobri um homem que ama a terra e os da terra. […]
Mariana Bento



MAR-À-TONA – Antologia poética dos Poetas Poveiros e Amigos da Póvoa – MAR DE BRUMA





Quando há cinco anos alguns poetas poveiros, de nascimento e por adoção, decidiram juntar-se para dar a conhecer um pouco do que produziam através da sua forma de escrita, a poesia, estávamos longe de imaginar que o grupo se expandisse de tal forma que hoje nos permite editar anualmente uma Antologia onde se reúnem poetas dos mais diversos lugares deste país de Camões, aos quais se juntam outros amantes da escrita vindos de toda a parte.

[…]

Hoje é gratificante ver aqui reunida esta massa humana de poetas e escritores que se vão cada vez mais afirmando no mundo literário à nossa volta, de mãos dadas com muitos outros que, como nós, amam a arte no âmago da sua essência.

Bem hajam por terem participado em mais esta comemoração do Dia Mundial da Poesia, bem hajam por terem vindo.

Poetas Poveiros e Amigos da Póvoa

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

"Sabes desde quando deixou de haver areais nestas sanefas onde é possível pôr a lua?" de Eugénio Trigo



                                      Não
                                      chegamos a sair do
                                      quarto.
                                      Pensei nisso mais
                                      tarde,
                                      num passeio ao
                                      anoitecer.
                                      O vento, este, julgo
                                      que o
                                      deixei no cio dos
                                      pássaros. E,
                                      daquela
                                      vez, eu não quis
                                      voltar.
                                      Eu não quis voltar
                                      abrir
                                      a janela.
                                      Na
                                      verdade
                                      foi o que
                                      pensei,
                                      foi o
                                      que
                                      ainda
                                      disse,
                                      e a lua
                                      vinha morrer
                                      aos teus olhos, vinha
                                      morrer e depois neste vento
                                      que uma vez mais há-de deslumbrar
                                      o mar e só o mar que tem batido
                                      nas mesmas estrelas, que
                                      tem batido e com os
                                      motores do sol
                                      à tua vol-
                                      ta, Meu
                                      amor

"Os Dias e as Sombras" de António Bica



[…]
Mas voltemos ao excelente escritor António Bica, um gestor agrícola corajoso, um jornalista combativo e interventivo, que tem lutado ao longo de toda a sua vida pelos problemas mais candentes da vida portuguesa, a Agricultura, os Baldios como forma de manter as populações rurais do Interior, o Meio Ambiente, a Florestação, a Educação, o Combate à Fome principalmente na Infância do Mundo Rural, a protecção dos filhos de pais incógnitos e, sobretudo, os autênticos valores que preservam o Homem da Corrupção, do Consumismo, das Prepotências e da Descriminação Racial.
Enfim, tudo tem sido motivo para o meu amigo António Bica alçar corajosamente o seu montante justiceiro e terçar armas em nome do Bem Comum.
Além do mais, sempre revelou uma cultura eclética, motivada pela experiência universitária, agrícola e militar, e pela sua sede de conhecimentos que lhe deu uma peculiar visão planetária do mundo, sabendo libertar-se de dogmas de qualquer espécie e de imposições de qualquer ordem. […]

E a sua prosa clara, rica e não rebuscada […] encanta sinceramente o leitor pois nunca pode ser vista como a mera e crua realidade dos costumes que descreve, mas sim como uma elegia à sã dimensão da vida rural, aos bons usos do campo que, no fundo, constituem uma salutar e acerada crítica aos maus hábitos da província que tanto amamos e ao egoísmo de alguns, que não se importando com as dificuldades alheias, não olham a meios para atingir os seus fins. E o julgamento de usos e costumes e de determinado tipo de personalidades com quem conviveu, são arquétipos correctores, na salvaguarda dos ideais que devem liderar os sentimentos e falas do povo, nunca abafando o romantismo que se desprende das páginas dos seus interessantes e por vezes dramáticos contos.

[…] Em todo este livro, António Bica, criticando violenta e sem piedade os erros do passado, desencadeia o desabrochar natural do sentimento e da cultura popular, expressando firmemente os seus anseios e afirmando os autênticos valores da Ruralidade e da Província Portuguesa.
E é a grande virtude de António Bica. Existe um permanente contrassenso na sua forma de escrever. O mais triste realismo acaba por ser emoldurado pela poesia que escapa naturalmente da sua maneira de ser fria e voluntariosa, mas compreensiva e boa em que o bem é apontado com alma e coração e o mal esconjurado sem dó nem piedade. O leitor vai dar-me razão quando ler as peripécias da cabrinha Jerica, que no seu desejo de mando, não gostava da história do lobo mau, mas que, no Natal, como consequência do seu difícil feitio, serviu de condimento ao assado da travessa da Consoada.

do prefácio de António Moniz Palme

"Marinhais… Terra de Sonhos" de Manuel Marques Francisco



A poesia popular é a alma de um povo que ecoa de forma pura, simples mas bela, que esta obra seja a raiz de uma árvore frondosa onde a poesia popular floresça…
Foi com esta frase que terminámos o prefácio do primeiro livro de Manuel Francisco e na verdade a árvore frutificou num novo hino ao sentimento e à poesia na sua essência popular.
O percurso da obra radica agora no regresso ao passado da vila de Marinhais numa homenagem ao concelho que o viu nascer que se centra agora nesta localidade mas que se alastra a realidades vividas que vão desde a vida do campo, a evocações de juventude e à referência a eventos que abalaram a vida nacional e internacional entrando pelo quotidiano de todos…. 
[…]
Mas há um laço que tudo une: a celebração da amizade um tema recorrente no poeta que vê na amizade e no amor valores supremos como se sente na leitura do poema: “Melhor receita”.
Ao salientar alguns poemas, acima de tudo, pretendemos que o leitor parta à descoberta desta obra onde emergem pedaços da cultura de um povo que se juntam para nos dar em rimas o sentir de um homem e com ele o sentir de uma vida que homenageia no poema “O agricultor” e de um povo que glorifica com arte, singeleza a paixão.


do prefácio de Ana Pessoa

"Ventos do Norte" Antologia poética II, dos poetas poveiros e amigos da Póvoa



Sopram de novo os Ventos do Norte ora mais agrestes ora mais recatados mas sempre agitadores de instantes que não se aquietam no Tempo e que o poema quer registar. Continuam estes ventos a empurrar neblinas e a conduzir marés onde pernoitam os dias cansados.

Sentidos agora noutras paragens mais longínquas onde o olhar perscrutador de silêncios perdeu o alcance, outros autores aderentes dos “Poetas Poveiros” vindos de outros recantos geográficos, desta vez do Brasil e de Itália assinam a obra que hoje o leitor segura nas suas mãos – a Antologia “Ventos do Norte – volume II”
A diversidade temática que vai desde o voo à queda, do sonho ao desalento dá forma e voz aos silêncios retratados nos versos.

A poesia de “Ventos do Norte – volume II” tem muitas faces mais ou menos complexas ou mais ou menos elaboradas, mas dotadas de uma extraordinária riqueza e de uma fascinante capacidade de sedução e fascinação. Os poemas movem-se na multidão das sombras e dos ecos. Energia cósmica, pensamento acústico, loucura efémera, furor visionário ou memória alegórica, estes poemas surgem como grito que anseia a Luz.
O leitor vai querer perder-se nas suas páginas e demorar-se entre as palavras para chegar mais perto dos deslumbramentos utópicos dos seus criadores. Todos os momentos que se registam no poema são intemporais, verdadeiros e intensos. 
“Ventos do Norte” procuram através da palavra, a redescoberta da Língua Portuguesa e da dimensão criativa da linguagem literária. 
“Ventos do Norte” trazem Portugal na voz e a lusofonia no espírito.

Prefácio de Fátima Veloso






segunda-feira, 5 de outubro de 2015

"Pétalas ao Sol" de Ilda Ruivo




[…]
Sendo o poeta um fingidor, muitas vezes os seus sentimentos mais íntimos encontram-se ocultos num emaranhado, no labirinto das palavras, não sendo fácil discernir se é dor a dor que deveras sente ou se o poeta finge inconscientemente.
Quando partimos à descoberta da poesia de um autor, lançamo-nos também na aventura de desventrar o mais íntimo de nós mesmos, penetrando sem qualquer pudor no âmago dos seus/nossos mais íntimos pensamentos.
É por isso, Ilda, que quando leio teus versos navego num mar sem fundo, perscrutando todas as belezas que eles nos podem proporcionar, estejam eles, verso por verso, flutuando à superfície desse lençol imenso à espera de um garapão que os leve de repente ou mergulhados entre corais e tubarões no profundo desse imenso oceano, com cujas maravilhas nos encantamos, navegando por esse mundo desconhecido cheio de mistérios e beleza que habita dentro de ti.
Na verdade, finges o que sentes tão completamente que a tua dor nos aparece como se fosse um manancial de desvarios poéticos onde te devaneias em liberdade plena. 
[…]
Queremos ler-te, queremos sentir-te, queremos viver em ti cada novo sentimento, cada novo e apertado abraço de amizade e de ternura, sentirmo-nos livres nesse espaço imenso que cada dia crias para nós. Pedacinhos de vida que contigo desejamos partilhar.
Deixa-nos saborear o teu banquete, deixa-nos inalar, palavra após palavra, pétala após pétala, a fragância que cada dia se faz brotar do teu coração tão cheio de afeição e poesia.

do prefácio de José Sepúlveda

"O Canto do Cisne" de António Cláudio





[…]
Nunca é tarde para expandir o conhecimento adquirido ao longo da vida como também nunca tarde será para correr atrás dos nossos sonhos. Foi justamente este o lema de vida do nosso autor, um sonho vivente que nunca perdeu entusiasmo, guardado na memorial “gaveta” da soma do seu tempo! E essa gaveta que, definiremos antes como “arca de estórias” faz deste extraordinário escritor, voz apetecível de bizarras ascendências, prosápias sílabas a saborear lentamente pelo leitor. 
[…]
O Canto do Cisne é assim sendo, a primeira obra editada para o grande público, não obstante exista um, apenas um exemplar de um registo de trabalhos do autor impresso há cerca de 30 anos, intitulado “As Musas que me Perdoem”, obra que abarca, confessa o autor, as suas “madurezas da juventude”. Esse amadurecimento todavia, perfaz e faz jus ao conhecimento e cultura amealhados por António Cláudio até aos dias de hoje, lavoura de significativo conteúdo, que na presente obra, é oferecido ao leitor, de palavras suas.

Confiantes na boa vontade e ânimo da intimidade do leitor em desejar envolver-se pela leitura deste livro que nos oferece um ímpar testemunho de sabedoria e mestria de espírito, é tempo de regraciar António Cláudio, nosso nobre irmão e amigo, pela presente dádiva, ter-nos dado a honra de prefaciar a sua ilustre e luzida criação, “O Canto do Cisne”.

do prefácio de Maria Tavares e Fátima Araújo

"Retalhos" de Maria Luz







Ainda vale a pena ler livros.
Destes à antiga, em papel.
Dos que se amarelam com o tempo e se podem sujar e ficam gastos…
Porque os lemos e relemos. Livro é para se desfrutar.
Porque é um livro que fala de sentimentos e de experiências de vida, de quem nele escreve e das vidas que com ele se cruzam. Então que seja vivo.
Que se amarele com os anos que tenha pó e se possa sujar.
Mas que nos dê todos os dias o prazer de existir, de lhe podermos mexer, de o ler e reler.
Por isso obrigado por seres livro.
Obrigado por seres sempre mãe.

Miguel


Do alto dos seus 65 anos com mais ou menos sabedoria realizou um sonho.
“Retalhos” dá-nos a conhecer alguns dos seus sonhos, algumas lágrimas e fraquezas e também muita saudade.
Não sei se será Maria Luz, se será Helena… Lena para os mais chegados, mas tenho a certeza que o digo com orgulho que Helena é simplesmente
a minha mãe.

Raquel

"A Letra E" de Clementina Matos




A casa da Eva ficava dentro de um quintal grande, cheio de carreirinhos, que formavam canteiros diversos, onde cresciam legumes, flores e árvores de frutos. Havia até um belo caramanchel ao fundo, rente à estrada.
Dois portões largos em ferro, que o pai dela mandara pintar e que tinham uma cor muito semelhante à da cor das telhas, estavam quase sempre abertos.
As telhas, que eram garridas, luziam em dias de sol e fulgiam depois de uma chuvadazinha, que costumava acontecer com relativa frequência.
Era esta uma chuva que vinha largada e doida, como um pião de meninos, para lavar tudo.
Tudo menos as cismas de uma menina.
Acontecia isto naquela vila antiga, que tinha o extravagante nome de Pevidém.


[…]

Que direi agora relativamente ao estilo de Clementina Matos? Que dizer da sua maneira de contar?
Somos embalados pelo prazer de ler a sua prosa. E, a certa altura, damos por nós entusiasmados pela leitura. E cheios de curiosidade, pelo desenrolar da história.
Penso que este é o grande sintoma do valor do livro: o prazer e a atenção que despertam no leitor.

do prefácio de Isabel Bruma

ilustração da capa Maria Matos Meireles Graça

"Falcões Mágicos em Salvaterra" de Maria João Lopo de Carvalho com ilustrações de Pedro Semeano e Susana Diniz




A História do Concelho de Salvaterra de Magos volta pelo segundo ano consecutivo a ser inspiração para um conto infantil, desta vez através das palavras da conceituada escritora Maria João Lopo de Carvalho.

Guigas e Henrique viajam entre os primeiros séculos da história da Vila de Salvaterra, a magia oscila entre o passado e o presente, entre túneis e peripécias.
Acredito que esta leitura vai ser tão rápida como o voo de um falcão peregrino, de tão fascinante que é a aventura destes dois amigos.

Desejo a todos uma ótima leitura, divirtam-se a aprender um pouco mais sobre o nosso Património, e aguardem pelos próximos volumes desta magnífica coleção, que certamente fará história na história do nosso Concelho.

O Presidente da Câmara Municipal
Hélder Manuel Esménio

"Vida de Poesia" de Rui Gouveia




Neste momento, em que o mundo me parece “tão cinzento”, numa época de crise socioeconómica e desprovida de valores, foi na escrita do texto poético que encontrei o significado da vida e, creio que esta, é a mais valiosa experiência que possa ofertar ao mundo: a primazia do belo, a poesia como experiência estética.
da introdução de Rui Gouvia


[…]
O Rui é um exemplo a seguir, pela sua perseverança e pelo seu espírito de humildade. Ele é, sem dúvida, um amante da poesia, desde o início da sua adolescência até à fase adulta. Este jovem é a prova que vale a pena promover a educação literária, da qual não pode estar ausente o convívio com a poesia.

[…]
Constata-se que nos poemas de Rui Gouveia sublinha-se a “temperatura” poética, por vezes surpreendente, dos inúmeros poemas produzidos. Tal qualidade resulta, a meu ver, do seu interesse e da sua criatividade.
[…]

do prefácio de Paula Cristina Gomes

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

"Porque Ele Vive" de José Sepúlveda



[…]
São palavras de esperança, profissões de fé que, num processo introspectivo ou em questionamentos ao Alto, encantam, emocionam, confortam, motivam…
[…]
Com os teus poemas, acreditemos ou não nesse Cristo, acreditemos ou não com a mesma dose de fé, nós, os leitores, como eu, vislumbramos e tocamos essa Luz, esse Caminho para as subtilezas da alma de quem acredita que “ELE VIVE” e é o CAMINHO, a VERDADE e a VIDA”.

Conceição Lima