domingo, 31 de dezembro de 2017

"Correntes de Leste" de Vitor Oliveira


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Estamos perante uma obra de espionagem bem ao estilo de Hollywood, onde a ação é a grande motivação para se virar a próxima página, o próximo capítulo.

Duarte oriundo do norte do país, com a família tradicional desta região dedicado aos negócios familiares, parte para a capital porque a sua ambição e os seus sonhos assim determinaram. Partiu; deixou para trás muitas emoções que voltarão…assim é o destino! Um encontro de toda a conjugação de tempos: passado, presente e futuro.

Trabalha com sucesso numa empresa de cafés, solteiro, apresentável e não deixa fugir um “rabo de saia”… a masculinidade no seu esplendor! Apesar de tudo vive a tranquilidade dos dias e a emoção de cada dia como se fosse o último.

De uma dia para o outro encontra um olhar que não esquece; Katya… uma mulher do Leste, arrebatadora, a feminilidade ao rubro, um aroma intenso, entusiasmante… Como deixar fugir esta fonte de prazer? Ah, mas o prazer nem sempre é isso; algumas vezes quem fica preso é o coração. Um encontro inesperado, uma noite de glamour e romance que prometia muito mais que isso…
 A morte precoce da cunhada faz com que após essa noite Duarte volte às origens… de frente com o passado! Continuar, em frente o imperativo que o move… regressa e a sua vida não volta a ser a mesma. A morte do porteiro, simpático e prestável é o início de outra realidade.
A empresa de café conheça a sua expansão para fora de Portugal e a Ucrânia é um dos destinos que Duarte tem que visitar em trabalho algumas vezes. Oleh Shubalei um amigo que o espera a cada ida a este local, também ele do ramo do café…

De um dia para o outro Duarte depara-se com a mistura da realidade com a ficção…quem o rodeia não é quem diz ser…Katya a jovem ucraniana que trabalha na embaixada, a mulher que não consegue esquecer…será ela também isto, ou será mais? Envolto de tantas incertezas até ele; o eterno otimista começa por perder a esperança. A prisão na Ucrânia por algo que não sabe como nem porquê…um julgamento bem ao estilo de estados pouco democráticos, meses de pânico…

Como tudo isto se pode resolver? Se de um lado há os ucranianos do outros os russos numa separação que não é fácil nem legitima…o estado de ambos os países em mutação… corrupção…armas, euros e poder…tudo isto, num jogo perigoso que envolve o estado de ambos os países.

Na prisão onde o ambiente é de grupos e de corrompimento ao nível prisional, não deixa de aparecer alguém “amigo”: Charles…quem é este novo amigo?

Em todo o enredo de espionagem só no final se descobre quem é quem num “jogo” duvidoso onde quase ninguém sabe quem é o outro… apesar de acharem que se conhecem!

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Do prefácio de Ana Coelho