domingo, 31 de dezembro de 2017

"Cristalidades" de Carlos Bondoso



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Cada poema viaja em asas extensas, luzidias, pungentes, cristalinas, ligadas por símbolos irreverentes, opostos que se mesclam, casam e veiculam mensagens arrebatadoras. Descobrir a sua poesia é deambular pela extensa teia das múltiplas metáforas, pela musicalidade das palavras, pela densidade dos seus versos, na heterogeneidade da sua lírica.

Falar do poeta, é entrar num mundo etéreo, viajar por palavras revestidas de sentidos e estatutos distintos, é beber palavras, imagens, metáforas, é ter consciência do medo do abismo, é denunciar a saudade da inocência perdida, revelar um mundo desigual e dividido, é navegar num punhado de diamantes que projetam imagens, sonhos, personificados em pausas semânticas.

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do prefácio de Lynda de Carvalho