domingo, 31 de dezembro de 2017

"Sensualidade 2" de Lúcia Ribeiro






           "Subo o pico da criatividade
           Encho o peito de emoções puras e frescas
           E deixo escorregar a palavra
           Numa descida vertiginosa
           Até se estatelar no "papel" que ora ledes."

          "Eu, EGO, me confesso"
                                                       Lúcia Ribeiro 




SensualIdade 2 é esse mesmo hausto de criatividade a que já nos habituou a poetisa no seu largo labor poético.

Ao saborearmos mais este trabalho da autora, a primeira impressão que nos invade é a torrente de sentimentos e de ânsias que perpassam pelo livro e que de alguma maneira são a expressão poética das emoções, energias e pulsões mais íntimas do ser humano.

A poesia é, por natureza, a expressão do eu e do seu mundo; é a capacidade de reelaborar, por palavras, os sonhos, ilusões e desilusões, certezas e contradições do sujeito poético. e é por isso que o leitor tem a sensação de que ao ler estes poemas está também a ler-se a si próprio, isto é, SensualIdade 2 pressente uma relação dialógica e cúmplice entre a autora e o leitor, como que fossemos levados com sedução pela mão da poetisa até à descoberta de nós mesmos.

Em SensualIdade 2 há uma grande exaltação dos sentidos em geral, do toque, do beijo, do abraço, das cócegas, do prazer, da paixão, da libido, dos olhares incandescentes ou dos lânguidos olhares, das carnes em labareda ou dos corpos braseiro, dos orgasmos inimagináveis, das monções de desejo / na carne, das emoções carnais, dos corpos fogosos…para sublinhar apenas algumas expressões metafóricas e hiperbolizadas que nos mostram o grito do desejo e a expressão poética do erotismo.

[...]
 
do prólogo de António Rocha